terça-feira, 9 de março de 2010

El primer poema en español

Tienes sangre en tus manos
Tienes culpa en tus ojos
y las olas que bañan tu cuerpo
Jamás podrán lavarte


Amarte es mi destino
Mirarte es mi sofrir
y por las calles que te llamo
Solo responde la soledad

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aquilo que nos possui

Falta ainda inventar um jeito de acabar com a fome no mundo, de acabar com a corrupção, com a violência e com a indiferença. A tecnologia ensinou ao homem que ele pode modificar a natureza e usá-la ao seu favor, mas não resolveu esses graves problemas que são tão antigos quanto os do tal "homem das cavernas". A ciência criou tantos outros problemas que a idéia de progresso e evolução passou a ser sériamente questionada. Seremos mesmo assim tão evoluídos? Tudo o que nos rodeia parece ser um algo a mais sem rosto e sem alma, clamando por energia e petróleo, precisando de nossos cuidados e preocupações... A posse dos bens materiais nos traz, para além de todos os benefícios, facilidades e comodidades, o medo do roubo, da perda, ou seja, do não ter mais! Somos também posse, a posse de tudo aquilo que criamos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

NÃO SEREMOS SEMPRE

Nossa alma não nos pertence eternamente, somos parte de uma totalidade e a individualidade é passageira. Nosso corpo, constituído de matéria, recebe, ao nascermos, uma essência que chamamos de alma ou espírito. Sem ela somos apenas matéria sem vida, um corpo sem essência que rapidamente se desintegra e se distribui na natureza. Da mesma forma, nossa personalidade não é eterna, a essência que recebemos no nascimento - dádiva da natureza - retorna à totalidade do universo quando morremos. Assim como o corpo que retorna à natureza, a alma também é devolvida no ato da morte. O egoísmo do ser humano - e talvez o medo - o impede de aceitar o fim da própria consciência, o que não significa o fim da vida, pois aquela essência (alma) e aquela matéria (corpo) que nos pertenceram passam a compor novas formas de vida. Aquele que se enxerga enquanto indivíduo até após a morte está cego para o fato de que somos valiosas, porém, minúsculas partes do todo. Essa totalidade, que é viva e eterna, exige o retorno da vida individual que ela mesma possibilitou. A memória, a consciência, a alma, o corpo, enfim, tudo o que nós somos retorna a totalidade num processo de reciclagem e recriação. Portanto, para nos tornarmos eternos enquanto indivíduos teremos que deixar uma obra, algo concreto, assim como os poetas, algo que alimente a vida daqueles que, depois de nós, também receberão essa dádiva que hoje experimentamos. Busquemos aqui e agora uma razão e uma função para viver, pois nós... nós não seremos sempre nós!

sábado, 14 de novembro de 2009

Esta mensagem será encontrada por arqueólogos

Viver

a vida, a própria vida. Saber que tudo se torna passado na medida em que se ignora. Manter a imaginação fecunda para que possa nascer na mente a personalidade. Dizer a si mesmo sobre histórias, viver a história. Entender é tudo, mas nem tudo é passível de entendimento. Ter a que se dedicar e destinar a força que recebes do além. Perceber a indiferença e não compactuar com ela. Convencer a si próprio que se tem valor quando se dá valor. Morrer

apenas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Brasil Olímpico

Vai ter festa no Brasil, ou melhor, no Rio
Todas as nações estão convidadas.
Venham festejar, fiquem a vontade,
nós pagamos e depois... limpamos!

Tragam seus atletas, levem as medalhas.
O esporte aqui é apenas pretexto
pra mostrar ao mundo inteiro
o quanto é belo este Rio de Janeiro!

Vamos comemorar, o Brasil agora é rico!
tem dinheiro pra caramba, e tem o pré-sal
apesar de alguns que ainda passam mal
eles melhorarão, essa é a promessa!

Prometemos uma festa linda,
prometemos um Brasil melhor!
agora que vocês acreditam em nós
também tentaremos acreditar.

Qualquer suspeita é preconceito
não queremos mais balas no peito
agora queremos medalhas... de ouro!
Sim, aquele ouro, que vocês roubaram da gente!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Confiança - coragem proveniente da convicção no próprio valor

Falta confiança do brasileiro no Brasil, falta confiança no próprio brasileiro. Talvez o maior problema dessa nação não seja a corrupção, nem a pobreza ou a violência, talvez seja a desconfiança cega que atormenta a todos em quase todos os momentos da vida. Desconfio de todo e qualquer político, dos meus vizinhos, de um maltrapilho vindo na mesma calçada e até de uma viatura policial enconstando ao meu lado. O olhar desconfiado, que discrimina e acusa (muitas vezes falsamente), cria no sujeito uma decepção e a perda da vontade de ser correto, de agir pelo certo. Quem já foi falsamente acusado de algo, por palavras ou olhares? por mais ridículo ou pequeno que seja o fato, temos ali um sentimento de grande revolta! Por outro lado, quando temos a confiança do outro, pai, irmão ou até mesmo da namorada, criamos um gosto por agir na "lei", respeitar as regras e sermos melhores para não perdermos aquela fonte de confiança. É só pensar no quanto faz bem a auto-confiança, acreditar em si mesmo talvez seja a essência do sucesso. Portanto, acreditem... Acreditem em si mesmos, acreditem nos outros e na capacidade de recuperação, na força da confiança poderemos ser melhores e melhorar os outros. Sem, é claro, cair nas trapaças dos falsos e dos levianos que abusam da confiança dos tolos e desavisados. É preciso estar sempre alerta, porém, sem se precipitar e cometer injustiças, é esta desconfiança cega e preconceituosa que deve morrer!

sábado, 13 de junho de 2009

Seres coletivos

É preciso reconhecer que, antes de sermos indivíduos isolados, somos um grupo (ou precisamos ser). É preciso enxergar esse grupo, ele vai além da nossa casa, da nossa família. O esplendor e a miséria da vida humana não são vivenciados por uns ou por outros, todos experimentam tal situações de maneira muito parecidas, apenas com cores e roupagens diferentes. A força que nos leva até o buraco do individualismo nos faz ignorar essa similitude. Quanto mais o ser humano se fizer valer por sua liberdade individual, mais a força proveniente da união perecerá. É exatamente isso que o sistema que nos comanda deseja: quanto mais as forças coletivas se desagregam, mais a chance de uma rebelião social se perde. Uma rebelião não no sentido de guerra que separa em dois ou mais lados, mas sim no caminho da coletividade. Desde que, há milhares de anos, os dois primeiros indivíduos da raça humana se encontraram – ambos sentindo o medo terrível da solidão – formou-se o primeiro grupo, o primeiro ser coletivo, aquele que se tornou mais forte e venceu o vazio da existência solitária. Nada mais é a depressão do que a cruel constatação de que a vida é muito dura para ser encarada só.